quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Férias 2011 - 8º dia: London Eye e Madame Tussauds

Logo cedinho pegamos o ônibus e fomos até a London Eye, a maior roda gigante da Europa e uma das atrações turísticas mais famosas de Londres. Ela tem 135 metros de altura e foi inaugurada pelo então primeiro ministro britânico Tony Blair, em 1999, mas só foi aberta ao público em março do ano 2000, por causa de problemas técnicos.
Eu e mamãe no London Eye. Big Ben ali atrás!

Ela fica bem no coração de Londres e nos disponibiliza uma vista espetacular da cidade, principalmente quando faz sol, porque quando está chovendo, sinceramente, a vista não é tão legal, principalmente porque não conseguimos enxergar muita coisa.

Uma das partes mais legais ocorre bem no início, quando assistimos a um pequeno vídeo 3D sobre Londres vista da London Eye. Parece que os pássaros vão passar bem pertinho do nosso rosto, que vamos nos molhar com a chuva... Foi realmente um vídeo super bem feito e vale a pena assistir!

Da London Eye, seguimos rumo ao Madame Tussauds, um museu de cera que expõe várias personalidades, tanto históricas quanto do mundo dos esportes, artes, cinema e ciência. Outro local que vale a pena conhecer e é super divertido!

Madame Tussauds
Terminamos nossos passeios às 14h, quando voltamos para o hotel, organizamos algumas coisas e já saímos de novo pela cidade, andando até a Abadia de Westminster, onde compramos algumas lembrancinhas para o meu irmão, Natan.

De lá quisemos nos aventurar pela cidade, logo, pensamos em voltar para o hotel sem realmente seguir nosso mapa. Resultado? O hotel fica ao norte da cidade e depois de meia hora, quando resolvemos verificar onde estávamos, vimos que íamos reto, mas para o oeste. Ai, ai, ai... Tudo bem, sem problemas, nos encontramos no mapa e resolvemos segui-lo direitinho dessa vez, mas não deu muito certo.

Acho que andávamos em círculos, porque já não agüentava mais ler Eaton Square e Grosvenor Gardens. Pra completar nossa situation, começou a cair um toró dos bons, uma chuva tão forte, mas tão forte, que ficamos completamente molhadas e com as meias ensopadas.

Deixamos o orgulho de lado, pegamos um táxi e dissemos que queríamos ir à Russel Square, região onde fica o nosso hotel. O taxista parou bem na avenida, o que foi ótimo, porque só precisávamos atravessar a rua para comprar um Subway e ir ao hotel, que ficava a dois minutos a pé de lá. Como a chuva tinha acabado, foi isso que fizemos, pegamos o sub, compramos café para mim e voltamos ao hotel.

Férias 2011 - 7º dia: Londres e Castelo de Windsor

Já que temos pouco tempo em Londres, eu e mamãe resolvemos acordar cedinho para andar um pouco pela cidade, antes de pararmos nos pontos mais importantes. Como estamos na Russell Square, andamos um pouco pelo parque, que até ontem eu nem sabia que era a Russell Squarre, mas tudo bem, disfarça!

Lincoln's Inn
Andamos ainda pela avenida do hotel e chegamos ao The Honourable Society of Lincoln’s Inn”, uma sociedade famosa e ativa de advogados em Londres.

De lá nós voltamos ao hotel pelo outro lado da rua, assim conheceríamos mais coisas. Do hotel, pegamos o ônibus e passamos pelo Big Ben, Abadia de Westminster e Palácio de Buckingham.

O Big Ben, que está numa torre de quase 100 metros de altura, mais precisamente 98,5m: a Clock Tower, faz parte do Palácio de Westminster e fica entre a Ponte de Westminster e a Abadia de Westminster. Somente os britânicos com uma autorização podem visitá-lo.

Big Ben
É na abadia de Westminster que ocorrem as coroações e os funerais dos monarcas ingleses. Ela foi construída por Eduardo, o Confessor, entre 1045 e 1050, como forma de se redimir por não ter realizado uma promessa, que era fazer uma peregrinação.


Nossa última parada antes de irmos até a cidade de Windsor foi o Palácio de Buckingham. Ele foi eleito o quarto prédio mais feio de Londres em 2005!

Terminada a programação da manhã, andamos um pouco por Londres até 12h30, quando fomos à Windsor conhecer a cidade, mas, principalmente, o famoso Castelo de Windsor.

Em Windsor, com vista para o Castelo.
Esse castelo ainda é considerado um Palácio Real e é uma das principais residências dos monarcas britânicos. Quando a família real não está no castelo, no topo dele fica erguida a bandeira da Inglaterra, mas quando a família real passa alguns dias lá, a bandeira inglesa é trocada pela real.

O Castelo de Windsor foi um dos lugares que eu mais gostei de conhecer. Ele é bem diferente dos Palácios, que são bem mais cheios de pompa. O Castelo é mais rústico, parece uma cidade mesmo lá dentro, com espaço para canhões e tudo! Lindo, lindo, lindo!

Ah, e aqueles guardas britânicos, com aquelas roupas vermelhas e os chapéus grandes, pretos, dão um charme a mais ao local. E tem também umas senhoras muito lindas vestidas de guarda. Cheguei até a bater foto com uma delas! Antes não ia bater, porque fiquei com vergonha de pedir, foi graças à mamãe que agora tenho uma foto com uma delas.

Depois da visita, voltamos ao hotel, passando pela cidadezinha de Datchet, onde o Michael Caine tem uma fazenda linda, cheia de frutas!

Mamis no Castelo de Windsor

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Férias 2011 - 6º dia: Londres

O sexto dia foi bem cansativo, mas não porque fizemos muita coisa turística, mas porque saímos de Paris para Londres e a viagem durou mais de dez horas. Poderia ter sido mais rápido se tivéssemos ido pelo Eurotúnel, mas fomos com um grupo num mini-cruzeiro que saia de Calais e atravessava o Canal da Mancha, finalizando em Dover. De lá continuamos até a cidade de Londres.

Durante a viagem no Canal da Mancha, aproveitei pra tomar 500 ml de American Coffee, enquanto a mamãe comprou três barras de chocolate para ela.

Chegamos ao hotel por volta das 16h15 horário de Londres, que é uma hora a menos que Paris e quatro a menos que Brasil.

Arrumamos nossas coisas no quarto do hotel, que era bem espaçoso, tomamos nosso banho e nos arrumamos para o passeio da noite, que seria às 19h30.

Como o hotel não disponibiliza internet nos quartos, apenas no lobby, desci para postar um dos meus textos e enviar sinal de vida para o papai e alguns outros amigos, já que não tinha conseguido me conectar pela manhã lá no hotel de Paris.

Bueno... Digamos que tive sorte, porque foi só mandar o e-mail pro papai, postar alguns recados no face e escrever no blog, que a internet parou de funcionar. Mas, c’est bon, pas du problem, pois ia sair em alguns minutos para conhecer alguns pontos da cidade e poderia usar a internet no outro dia, right?

Catedral de St Paul
Paramos primeiro na Catedral de St. Paul, a segunda maior igreja do Reino Unido, perdendo apenas para a de Liverpool. Foi lá que ocorreu o funeral de Winston Churchill e o casamento do Príncipe Charles com a Princesa Diana, por exemplo.

A Catedral foi reerguida depois de um incêndio, no ano de 1666, que devastou 80% de Londres. A guia que estava conosco disse também que o que ocasionou o acidente foi o forno que um padeiro esqueceu ligado. Não sei se é verdade, tenho que pesquisar sobre isso depois, mas queria saber o que aconteceu com esse cara se o fato foi mesmo verídico. E como descobriram que a culpa foi do forno?

Em seguida, fomos a pé até a famosíssima London Bridge, que fica sobre o Rio Thames e liga a City of London com Southwark.

Mami com a Bridge Tower e o "Ovo do Prefeito"!
Vizinha à London Bridge tem a prefeitura, carinhosamente chamada de “Ovo do Prefeito” pelos britânicos. Quase bolo de rir quando fiquei sabendo disso. O prédio tem um formato que lembra um ovo, e como é a prefeitura...

Assim que batemos as fotos que nos interessava, fomos até um Pub. Para chegar lá, passamos por dois navios que foram usados durante a II Guerra Mundial e estavam ancorados no Rio Thames.

Chegando ao Pub, ficamos por mais ou menos meia hora, quando regressamos ao hotel, parando apenas para tirar uma foto no London Eye, que fica realmente lindo pela noite!

London Eye!

domingo, 4 de setembro de 2011

Férias 2011 - 4º dia: City Tour, Notre-Dame e Conciergerie


No quarto dia de viagem, dia 2 de setembro, começamos um passeio com uma excursão brasileira, então fizemos um city tour pela cidade dentro de um ônibus, com uma guia explicando a história dos principais pontos turísticos.

O bom de fazer um city tour assim é que passamos pelos locais e sabemos o motivo de eles serem tão importantes, mas não é como se você precisasse de uma guia para isso, basta comprar um livro-guia sobre a cidade que ele sempre fala resumidamente a importância de cada ponto.

Sem contar que você ainda pode descer para bater fotos e passar mais tempo ou menos no lugar, dependendo dos seus gostos, já que terá independência e liberdade para escolher seus horários, diferentemente do que ocorre numa excursão.

Bueno, o city tour durou cerca de duas horas e nossa parada final foi no Arco do Triunfo. Como eu e mamãe já tínhamos visitado essa área, resolvemos voltar pela Champs-Élysées, passar pela Praça da Concórdia, Jardins des Tuileries e Louvre e ir a pé pelo Sena até a Igreja de Notre-Dame.

Eu adoro caminhar pelo Sena, porque sempre presenciamos cenas maravilhosas. Uma das coisas que eu mais gosto nos franceses é o hábito de leitura deles, em todos os parques sempre tem pessoas lendo, até mesmo pelas pontes sempre tem alguém sentado e lendo. A quantidade enorme de sebos que encontramos no percurso entre as pontes também é algo impressionante.

O melhor de tudo não é nem encontrar os sebos, mas ver o número de pessoas paradas em frente a eles, escolhendo livros e discutindo sobre eles. Conversar com franceses é maravilhoso, são pessoas que entendem muito sobre arte e possuem uma bagagem cultural realmente invejável.

Vir à França, principalmente à Paris, faz você querer voltar à época dos grandes poetas e artistas, nem que seja apenas por alguns dias, para saber como era, como eles viviam e o que faziam.

No Quartier Latin encontra-se um café super conhecido, o Les Deux Magots, onde famosos como Hemingway e Picasso freqüentavam. Quando paro para pensar em quantas décadas e gerações esse café já viveu, quantas pessoas importantes já recebeu, fico com uma vontade enorme de voltar no tempo.

Tomando o cafezinho na Champs-Élysées!
Vir a essa capital maravilhosa faz você querer estudar mais sobre as artes, poesia, teatro, sobre os grandes artistas que passaram por aqui e como cada um contribuiu para a história do mundo.

Bom, depois de me empolgar falando sobre essa cidade que me faz perder o fôlego de tão maravilhosa que é, voltemos ao relado da viagem.

Ainda na Champs-Élysées paramos um pouco para comer e tomar café. Foi o melhor café que tomei na França, porque pedi o American Coffee, que veio num copo de 500ml!

Ok, de lá seguimos nosso rumo, fazendo o itinerário que expliquei um pouco mais acima.

Na Conciergerie, com a lista dos condenados!
Na mesma área de Notre-Dame também tem um famoso museu, que foi primeiramente um palácio e depois se tornou uma prisão, servindo de “moradia” até mesmo para Maria Antonieta, na época da Revolução Francesa. Lá ela ficou até ser levada à Praça da Concórdia, onde seria morta na guilhotina.

Nesse museu encontramos também a lista de todas as pessoas guilhotinadas durante a Revolução Francesa. É uma lista exata das 2780 pessoas condenadas à morte em Paris. Nessa lista tem de tudo, desde curandeiros até padres e nobres.

Da Conciergerie, fomos direto à Igreja de Notre-Dame, passando também pela Île de la Cité. A Igreja de Notre-Dame é realmente linda, mas gostei mais dela vista de trás.

Parte traseira de Notre-Dame.
Quando saímos de Notre-Dame, fomos pela Pont de l’Archevêché, onde tem o Mémorial des Martyrs de la Déportation. Mais adiante, escutamos um grupo de artistas tocando e cantando numa ponte. Como não passava carros nela, apenas algumas motos e bicicletas, sentamos na calçada, assim como alguns outros turistas, e ficamos escutando suas músicas.

Ficamos mais ou menos uma hora escutando a banda tocar e só fomos embora quando eles também foram, às 18h! Como não tínhamos andado muito durante o dia, resolvemos voltar a pé até o hotel, o que resultou numa caminhada de 1h30!

Chegamos mortas e com a cheias de calos nos pés, mas, como em todos os outros dias, o passeio valeu muito a pena!

sábado, 3 de setembro de 2011

Férias 2011 - 3º dia: Torre Eiffel e arredores.


Nosso terceiro dia de viagem também foi super legal e menos cansativo, apesar de também termos andado muito!

Torre Eiffel e Pont Bir-Hakeim ao fundo!
Cedinho pegamos o trem na Place Clichy e paramos no Invalides. De lá fomos a pé até a Torre Eiffel. Passamos pela Pont des Invalides, de L’Alma (que tem a estátua de um soldado francês usada para medir o nível das águas do rio Sena), pela passarela de Debilly e, enfim, chegamos à Torre.

Depois de batermos várias fotos de todos os lados da torre, andamos em direção ao Champ de Mars, um jardim lindo onde os turistas aproveitam para descansar um pouco e bater fotos da torre. Atravessando o jardim, chegamos à Escola Militar, onde também tiramos algumas fotografias e voltamos pelo mesmo jardim até chegarmos novamente à torre.

Continuamos nossa caminhada em direção à Pont de Grenelle, que possui uma estátua da liberdade em dimensões menores, virada para o oeste, para os EUA. Antes dessa ponte, entretanto, passamos também pela Pont de Bir-Hakeim, uma das minhas preferidas devido às suas colunas de sustentação.

Assim que terminamos todas as pontes que nos interessavam, voltamos pelo outro lado do Sena, pela Avenue du President Kennedy, a fim de chegarmos ao Palais de Chaillot, que tem um dos maiores museus marítimos do mundo.

Mami e Palais de Chaillot.
O Palais de Chaillot fica bem em frente à Torre Eiffel, só que do outro lado do Sena. A ponte que liga esses dois lugares incríveis é a Pont D’Iena.
Palais de Chaillot
Depois do Palais, fomos conhecer a Pont Royal, que já foi destruída por um incêndio, e a Pont des Arts, uma das primeiras pontes de ferro feitas para pedestres em Paris. Dizem também que ela é a ponte mais romântica de Paris, mas não estou muito de acordo com isso.

Pont des Arts
Findadas todas as nossas atividades do dia, resolvemos pegar o trem para Montmartre, onde tomamos um café e pegamos um sanduba, subimos rumo ao Sacré-Coeur, estendemos minha canga (que ganhei de presente de uma amiga minha lá do Brasil, a Julinha), e ficamos deitadas, aproveitando o solzinho gostoso e o tempo maravilhoso que fazia, lemos e conversamos um pouco e, então, voltamos para casa, já preparando tudo para o quarto dia de viagem!
Fim de tarde no Sacré-Coeur!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Férias 2011 - 2º dia: Louvre e Champs Élysées, Marais e Bastilha.

Nossa primeira parada do dia foi o Parc Monceau, um parque lindo, um pouco afastado do centro, o que é bom para quem quer presenciar a verdadeira vida parisiense: pessoas lendo, idosos descansando nos bancos, grupos correndo ou pedalando, crianças brincando no playground e nada de turistas.

Parc Monceau
De lá, seguimos reto pela Avenue Hoche (uma das 12 avenidas que partem do Arco do Triunfo) e chegamos ao Arco. Tiramos fotos, paramos um pouco para assistir a uma dança de rua bem no começo da Avenue des Champs Élysées e depois continuamos andando por ela, até chegar ao seu final, que termina com dois lindos palácios, o Grand e o Patit Palais.
Arco do Triunfo
A Avenida des Champs Élysées, por sinal, não é a mais larga e muito menos a maior de Paris, mas é a mais cara da Europa. Para quem gosta de moda, lá tem uma loja enorme, ENORME, da Louis Vuitton.

Petit Palais
Depois de batermos fotos nos dois palácios, seguimos entre eles, pela Avenue Winston Churchill, que nos leva à Pont Alexandre III que, por conseguinte, nos liga ao Hotel des Invalides, onde descansa o corpo de Napoleão Bonaparte.
Les Invalides!
De lá, voltamos pela mesma ponte, a Alexandre III, e fomos à Place de la Concorde, onde pessoas foram mortas na guilhotina durante a Revolução Francesa, como a rainha Maria Antonieta.

Place de la Concorde
Jardin des Tuileries e Museu do Louvre logo atrás!
Poucos metros depois nos deparamos com o Jardin des Tuileries. Com 26 hectares, ele começa na Place de la Concorde e termina no Museu do Louvre. É incrível a quantidade de pessoas que param no jardim para ler, conversar um pouco e até para fazer a pausa do trabalho e almoçar. Nunca vi tanta gente de paletó e gravata comendo em banquinhos de praça como nesse dia que fui a esse jardim!

Bem no início do Jardim des Tuileries já dá pra ver o Museu do Louvre. Eu e mamãe batemos algumas fotos em frente a ele, mas não chagamos a entrar, preferimos continuar nosso passeio e andar mais um pouco. Dessa forma, decidimos conhecer a parte leste do Rio Sena, onde fica a Bastilha e a Place de Vosges.

Pois bueno, chegamos à Bastilha, tiramos foto em frente e nos dirigimos à Place de Vosges onde, para variar, tinham várias pessoas sentadas na grama e conversando. Até um cara se bronzeando na maior pose e ouvindo música nuns fones enormes tinha!

O cara folgado se bronzeando. hehe
Depois de andar mais um pouco, chegamos ao Museus Carnavalet, que antes já foi um hotel e agora conta toda a história de Paris através de pinturas e objetos antigos. De lá fomos a dois outros museus: o de História da França e o de Arte e História do Judaísmo.

Centre Georges Pompidou
No final de tanta andança, já estávamos super cansadas, mas ainda tinham mais vários outros lugares para conhecer e, por isso, seguimos adiante! Paramos primeiro no Centre George Pompidou, que choca um pouco de início, mas depois a gente se acostuma e começa até a achar bem interessante a idéia dos dois arquitetos que planejaram a obra.

Depois pegamos o trem e fomos ao Pavillon de L’Arsenal, ao Instituto do Mundo Árabe e ao Musée des Arts et Métiers.

Já realmente super cansadas, pegamos o trem mais uma vez em direção ao nosso último ponto turístico, a Église de Saint-Eustache, que eu queria conhecer por um motivo em particular, a escultura de uma cara com uma mãe enorme.

Eis as crianças que acabaram com meu barato. Humpf!
Tava louca para bater uma foto dentro da mão da criatura, mas quando cheguei lá, aliviada depois de tanto andar e feliz porque finalmente ia tirar a foto mais esperada por mim do dia, a escultura estava dominada de crianças, umas em cima da cabeça, outras agarradas na mão e ainda tinham umas jogando bola por perto. Aff, quase morro de decepção!

De qualquer forma bati a foto da igreja e da escultura. Um dia, quem sabe, eu consiga bater essa foto que tenho desejado desde a primeira vez que li sobre a Église de Saint-Eustache, em janeiro deste ano.

Assim terminou nosso segundo dia em Paris, com 10 horas de caminhada, mais de 200 fotos batidas, muito bate-papo (aquelas conversas bem de mãe-e-filha mesmo) e uma felicidade enorme de estar passando minhas férias numa cidade que eu amo com uma pessoa que eu amo profundamente, minha mãe!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Férias 2011 - 1º dia: Montmartre


Acordei às 6h da manhã, já com tudo arrumadinho para pegar o táxi até Strasbourg e de lá pegar o trem para Paris. Eu e Alejandro pegamos o táxi juntos e demorou só uma hora para chegarmos à rodoviária.

O tempo passou super rápido, até porque conversamos um pouco com o André, taxista e cunhado do Mr. Kosher, e depois pegamos num sono e só fomos acordar na garagem da rodoviária de Strasbourg!

Eram 8h em ponto e como o nosso trem só saia às 9h17, resolvemos tomar um café e conversar um pouco até dar o horário certo para pegarmos o trem à Paris.

Graças a Deus foi tudo tranqüilo, até porque o trem era TGV, que é direto e não faz conexão em nenhuma outra cidade, sem contar que é de alta velocidade. Em duas horas e vinte chegamos em Paris e fui correndo pegar o táxi pra ir pro hotel fazer o check-in e ver a mami! Paguei super barato pelo táxi, 12 euros, fiquei tão feliz!

Quando cheguei no balcão da recepção, o recepcionista disse que não tinha nenhuma Gláucia hospedada no Ibis, hotel onde ficaremos hospedadas até o dia 4. Imagina a minha reação quando ele disse isso, né? Quase pirei! Daí dei o meu nome e sobrenome, mas ele disse que não tinha nenhuma reserva no meu nome também!

Ai, ai, ai... Tirei o meu passaporte do bolso e entreguei pra ele, pedi pra que copiasse meu nome e visse se realmente não tava o meu nome na lista dele. O coitado viu que eu já tava em tempo de começar a chorar ali. O meu maior desespero era pensar que minha mãe não tava lá, porque onde ela estaria, então?

Bueno, problema resolvido (nada como uma letra no lugar certo não resolva, afinal, meu sobrenome é CerQueira e não CerGueira), recebi minha chave e me dirigi ao elevador. Foi só virar as costas à recepção e ir apertar o botãozinho que a porta do elevador abriu e adivinha quem saiu de lá? A mamãe com a Bíblia na mão, porque ela tinha pensado em me esperar lá em baixo e ficar lendo enquanto isso.

Não consegui conter o choro! Abri meus abraços e me deixei ser abraçada. Sabe aquele abraço forte, carinhoso, familiar? Que saudade que sentia dele! Como é bom estar em família novamente! Mal posso esperar para receber esse mesmo abraço, mas do papai. Que vontade de abraçar o meu gostosão! 

Anyways, saímos do hotel às 15h para batermos perna um pouquinho. Fomos em direção à Boulevard de Clichy, que fica bem na esquina com a rua do Ibis, a Caulaincourt, para batermos uma foto em frente ao Moulin Rouge. Por sinal, acabei descobrindo um Subway na Boulevard, logo no início dela, bem aqui pertinho do hotel. Yummiii!

Em seguida fomos rumo à Rue Houdon e paramos na Place des Abbesses, que tem uma arquitetura art nouveau em praticamente todos os edifícios, até mesmo a Église St-Jean-de-Montmartre e a entrada do metrô foram projetadas nesse estilo.

Depois da foto, fomos direto ao lugar que mais nos interessava: Sacré-Coeur. Para chegar lá, passamos por ruelas lindas, fiquei me sentindo dentro daqueles filmes feitos na Europa, onde as ruazinhas, além de estreitas, são feitas de pedras arredondadas e ficam cheias de scooters, sem contar as mesinhas de bar sempre cheias de pessoas comendo, bebendo, conversando e curtindo suas vidas verdadeiramente parisienses! Ah, e não nos esqueçamos dos artistas de rua, sempre dando mais vida e alegria a esses lugares.

Bairro de Montmartre
A Sacré-Coeur foi projetada pelo arquiteto Paul Abadie em homenagem aos combatentes que morreram durante a Guerra Franco-Prussiana. Eu adoro a história dessa igreja, sua arquitetura, a vista extraordinária que ela nos proporciona de Paris e o espaço externo super tranqüilo que ela nos oferece para ler, descansar e conversar.

Na verdade, posso dizer que o Bairro de Montmartre como um todo me encanta. Todos os artistas de rua que encontro por lá sempre me fazem ficar com um sorriso de uma orelha a outra, sem contar todos os retratistas e caricaturistas que sempre fazem excelentes desenhos nossos. Fora isso, o fato de Montmartre ser um bairro de escritores, pintores e poetas faz com que ele transborde arte para todos os lados.

Basilique du Sacré-Coeur

Mamãe se acabando de rir da pobre criança
Para fechar o dia com chave de ouro, quando fui bater uma foto da mamãe em uma das várias escadarias da igreja, uma menininha que estava logo atrás dela levou uma queda hilariante, mas o que deixou o momento ainda mais engraçado foi a risada maquiavélica da mamãe. Ela fez com que o Coringa parecesse o ser mais inofensivo da face da terra.

Chegamos no hotel umas 16h, tomamos um banho e umas 19h30 saímos novamente para passear pelo bairro. Retornamos ao hotel, tomamos um expresso delicioso no lobby enquanto conversávamos e umas duas horas depois viemos ao quarto, onde continuamos a tricotar até bater o sono e irmos dormir!
Fim de tarde batendo perna pelo Bairro. Já eram
mais de 20h e ainda estava bem clarinho!